quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Pedras, brutas de desafio, polidas do trabalho




Pedras, brutas de desafio, polidas do trabalho 


Olhando,
sentado, sentindo,
o tempo...

O tempo no caminho
que no olhar aberto, atento,
se desenrola em vida...

Caminho de pedras,
brutas de desafio, polidas do trabalho,
o burilado das mãos...

As mãos, cada mão,
de pequenas feitas grandes,
semente grão a grão...

Observo o movimento,
o movimento contínuo no tempo, do tempo,
ora acelerado ora lento...

No jardim,
ali, quase aqui, um homem trata
das flores...

Parando o tempo,
as flores de pé viçosas das mãos
morreriam secas?...


José Rodrigues Dias, 2018-01-11

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