segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Alentejânia




Alentejânia

(Para a Amiga Maria Águeda)


Onde perto
é o céu
e é tão longe…

E tão alto
o azul
tão baixo…

E a lonjura
é um ser perto
da planura…

E onde o ali
do tempo sem tempo
é outro além…

Onde viva a cultura
de povos se faz a cultura de um povo, viva pela rua,
e não tem sepultura…

Onde sob uma azinheira,
à sombra suada, braços dados irmanados,
ecoa o cante da liberdade…

O sagrado
é irmão, lado a lado em cada canto,
do profano…

Onde até do mar
de tão puro, genuíno,
se faz um manjar…

E os rostos de suor
gravados a fogo pelo Sol em sulcos fundos
são rostos de amor…

É a Alentejânia,
Maria, minha Amiga, a terra
é a Alentejânia


José Rodrigues Dias, 2019-09-08


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