quinta-feira, 16 de julho de 2015
100.000 visitas ao blog...
100.000 visitas ao blog...
Ontem o blog atingiu as 100.000 visitas.
Há um contador no canto inferior esquerdo,
bem ao fundo, se quiser ver.
Começou em 10 de Novembro de 2011.
Com as características que tem,
sinto-me honrado.
Agradeço muito a(s) sua(s) visita(s) e a(s) leitura(s).
José Rodrigues Dias, 2015-07-16
terça-feira, 14 de julho de 2015
Pitágoras
Pitágoras, filósofo e matemático grego.
Pitágoras
Sobre o futuro incerto deste à
beira-mar caminhar
Ando perguntando com atrevida
insistência a Pitágoras,
Mestre em Geometria, em gnose, em
cultivado silêncio,
O que se está passando com este
luso tortuoso andar.
Vem-me respondendo com paciência de
sábio,
Dizendo-me por sinais:
Ouvis pouco,
Entendeis menos,
Falais demais!
Com reverência, vou tentando
argumentar:
Mestre, mas nós aprendemos, nós
sabemos,
Olha, até o teu teorema do
triângulo conhecemos;
Como não haveremos, então, de assim
falar?
Sempre por sinais,
Sinto que me pergunta em silêncio:
Se tu não ouves,
Distraído e em tantos ruídos
envolvido,
Como podes tu o profundo aprender,
Como podeis vós todos ter assim o
conhecer,
Como podeis vós sem o verdadeiro
saber,
E tão convencidos, tantos assim
tanto falar?
Por sinais,
Sempre por sinais
Que alguns não consigo decifrar,
Diz-me para pouco falar,
Para muito o bem ouvir
E fundo outros sinais sentir.
Diz-me para trabalhar e trabalhar o
pensar!
Continuo a ouvi-lo em silêncio,
A aprender, a pensar, a trabalhar…
José Rodrigues Dias, Traçados sobre nós, Chiado Editora, 2011.
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Grécia
Ilha de Hydra, Grécia, 1990.
Grécia
A gente grita e se grita é de dor
e de revolta,
seja a revolta qual for
e a forma do grito
e a face da dor.
É dor viva e é viva a revolta
que a gente agora liberta em grito
ou que em silêncios soluçados tem envolta!
Eu aqui grito pelos homens de voz pisada
que cantaram em nascentes a sabedoria
e pelos rios e mares poesia
na palavra livre declamada
em democracia!
José Rodrigues Dias, in Tempo Mágico, Coletânea de Poesia e Texto Poético da Lusofonia,
Sinapis Editores, 2015.
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Ainda a Grécia (Wisdom for the problems of today)...
Ainda a Grécia
(Wisdom for the problems of today)...
... e o congresso mundial da IFORS
(International Federation of Operational Research Societies),
aqui com a capa dos "Abstracts" e outros elementos da organização...
Atenas, Grécia, 25-29/06/1990.
Significativo, hoje, o tema do congresso:
Wisdom for the problems of today
Sagesse envers les problèmes actuels
Tive o privilégio de ser o Presidente (Chair)
de uma sessão sobre Fiabilidade (Reliability).
Na imagem a pág. 121 com os dois primeiros trabalhos dessa sessão...
Foi bom!
Gostei da Grécia.
Gostei dos gregos...
José Rodrigues Dias, 1015-07-03
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Lembrando a Grécia...
Em Atenas, Junho de 1990.
Lembrando a Grécia...
IFORS’ 90 – 12th Triennial Conference
on Operations Research.
Congresso Mundial da
International Federation of Operational Research Societies
Atenas, Grécia, 25-29/06/1990.
Presidente de Mesa
de uma Sessão de Trabalho.
de uma Sessão de Trabalho.
José Rodrigues Dias, 2015-07-02
Senta-te agora um pouco
Senta-te agora um pouco
Junto a este teu banco,
folhas e flores cor de pátria
que me medram do peito
em canto,
assim juntos vemos ao fundo a cidade,
no silêncio das coisas nos entendemos
enquanto o tempo nos escreve a idade...
Senta-te agora um pouco,
tudo está acomodado,
o teu jantar pode esperar...
Tu sabes, é de manhã e à tarde,
é nestas tardinhas
que o branco
da luminosidade
é ainda mais suave,
que suavemente nos embala
até que devagarinho parte...
José Rodrigues Dias, 2015-07-01
Junto a este teu banco,
folhas e flores cor de pátria
que me medram do peito
em canto,
assim juntos vemos ao fundo a cidade,
no silêncio das coisas nos entendemos
enquanto o tempo nos escreve a idade...
Senta-te agora um pouco,
tudo está acomodado,
o teu jantar pode esperar...
Tu sabes, é de manhã e à tarde,
é nestas tardinhas
que o branco
da luminosidade
é ainda mais suave,
que suavemente nos embala
até que devagarinho parte...
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Tempos
Tempos
Avalanches de torpedos, de medos…
Avalanches de impostos, de desgostos…
Tempos passados, drogados…
Tempos de pios votados, de ímpios constatados…
Tempos de primavera floridos, de inverno frios sentidos…
Tempos idos de ter, vindos de perder…
Tempos de fartura aclamada, de negrura proclamada…
Tempos de sinais sentidos, de sentidos adormecidos…
Tempos de falências avisadas, de cabeças perturbadas …
Tempos de esperança sonhados, de desesperança amaldiçoados…
Tempos chegados, chorados…
José Rodrigues Dias, Traçados Sobre Nós, Chiado Editora, 104 pp, 2011, pág. 76.
domingo, 28 de junho de 2015
Fractal
Fractal
O mundo é um fractal, uma flor
Repetida em multicolores e
fraternas flores.
Com estranhos atractores,
A borboleta e o passarinho
Continuarão a bater a asa, a voar,
Em qualquer lado, em qualquer
lugar,
E tempestades incertas poderão
rebentar
Em caos do outro lado do mar.
Com estranhos detractores,
O réptil e o passarão
Continuarão a bater o pé, a pisar,
Em qualquer lado, em qualquer
lugar,
E tempestades certas irão rebentar
Em caos do outro lado de todo o
mar…
Complicado este mundo de
complexidade
Em dinâmica não linear de
neo-liberdade…
José Rodrigues Dias, Traçados sobre nós, Chiado Editora, 2011.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Grécia
Grécia
A gente grita e se grita é de dor
e de revolta,
seja a revolta qual for
e a forma do grito
e a face da dor.
É dor viva e é viva a revolta
que a gente agora liberta em grito
ou que em silêncios soluçados tem envolta!
Eu aqui grito pelos homens de voz pisada
que cantaram em nascentes a sabedoria
e pelos rios e mares poesia
na palavra livre declamada
em democracia!
José Rodrigues Dias (2012-02-13),
in Tempo Mágico, Coletânea de Poesia e Texto Poético da Lusofonia,
Sinapis Editores, 2015.
domingo, 14 de junho de 2015
Vida
Vida
Nasci de uma gota como um rio
Vindo do interior sagrado da vida.
Gota a gota, pelos mistérios,
Fiz-me garoto como ribeiro cristalino
Cantarolando nas pedras do caminho.
Pedra a pedra, fiz-me homem
Como um rio digno de ser rio.
À volta, ao sol, a imensidão da terra;
Em noites de lua cheia, o céu, suspenso,
Contido na quase quietude das águas…
Rio pleno a falar com o infinito do mar,
Onde vai morrer e outra vida nascer!
José Rodrigues Dias, Évora, 2011-06-15
in IV Antologia de Poetas Lusófonos, Folheto Edições, 2011.
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