quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

A dança e o poema




A dança e o poema


O palco livre,
olho as palavras
e digo: então?

Então olham-se
sem sinal de admiração,
olham-me então...

Lá salta a primeira,
logo depois a segunda,
salta logo a terceira...

E lá dançam,
precisam no palco de outras duas
que chamam...

E a dança 
livre lá vai acontecendo,
e dançam...

E chamam para a dança,
com sinais, sons e luz, quantas irmãs
precisam naquela dança...

E é assim
que cada poema da dança do dia
acontece...


José Rodrigues Dias, 2017-12-28

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Nem chuva nem Sol nem palavra nem poema, moinha




Nem chuva nem Sol nem palavra nem poema, moinha


Tarde de nem chuva nem Sol:
da chuva uma moinha miudinha
e assomos escondidos do Sol...

Concreta de lá não vem
a palavra e o poema
por ser difuso não se vai...

O ser que não anda
por ser moinha
nem deixa de andar...


José Rodrigues Dias, 2017-12-27

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Da palavra o poema




Da palavra o poema


Do impulso a palavra
rebenta incontida
de cada onda mareada...

Nada e ninguém
a contém
no ser indomada...

Onda a onda o mar 
em movimento, em movimento
da palavra o poema...


José Rodrigues Dias, 2017-12-26
 

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

O Menino




O Menino


Sua cabeça partida,
o Menino 
no leito torcido jazia...

Maria e José o olhavam,
eu o olhava, a sua cabeça partida,
ele pequenino me olhava...

Um imprevisto,
uma queda inesperada,
cabeça partida...

Segurei-a com cuidado e ternura
e ao corpo com muito jeito e doçura a liguei
sentindo que o Espírito respirava...

Era o Espírito de Natal
que ali se sentia
que do Menino emanava...


José Rodrigues Dias, 2017-12-25

domingo, 24 de dezembro de 2017

Um Natal com Saúde, Paz e Pão




Um Natal com Saúde, Paz e Pão


Sem outras palavras, supérfluas,
a macular o tempo:
Um Natal com Saúde, Paz e Pão.



José Rodrigues Dias, 2017-12-23


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Da beleza e do número phi




Da beleza e do número phi


Volto à ideia de belo
através do número phi, phi de Phidias...
De muito lado o olho... 

No triângulo, no pentagrama, por todo o lado,
no sagrado, no profano, na proporção áurea, divina,
e cada vez em sua harmonia o sinto mais belo...

Poema, número phi,
a beleza em enigma de Mona Lisa,
segredo dentro de si... 


José Rodrigues Dias, 2017-12-21

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

O Solstício, o Menino e o Rio





O Solstício, o Menino e o Rio

 
Lá vai o nosso Rio
ora apressado ora lento,
é tempo de Sol frio...

Não sei para onde ele corre,
corre decerto para um fim,
no fim um rio em mar morre...

Então, de uma nascente o novo Rio
como o Menino de Mãe, o Homem renasce,
é num tempo de um outro Solstício...

Um ser morre,
de dentro
do Ser renasce...


José Rodrigues Dias, 2017-12-16

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

A luz e a entrada do templo



A luz e a entrada do templo


Neste entardecer
só a luz tem as palavras
para o descrever...


José Rodrigues Dias, 2017-12-20


terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Janelas de pedra




Janelas de pedra


Lado a lado,
janelas do tempo em pedra,
guerra e paz...

Rija de guerra
a pedra em vigia, em arco
dúctil a de paz...


José Rodrigues Dias, 2017-12-19

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017