sábado, 30 de dezembro de 2017

Rosa de Dezembro



Com votos de um Feliz Ano de 2018!


Rosa de Dezembro


Ah, rosa de Dezembro
trazendo já odores e cores
do Novo Ano em Maio...

Porque sinais, sentidos,
do tempo
sempre nos entrelaçam...


José Rodrigues Dias, 2017-12-30


sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

E agora, José?




E agora, José?


Este ano a acabar, e agora, José?
Ano de poemas todos em tercetos, uns mil, mil e tal...
Para o ano que aí vem como é?

Tercetos simétricos,
bem vejo, eixo de simetria o verso segundo,
simetria geométrica...

Ideias, palavras livres e condicionadas,

condicionadas mas livres, livres todas dançando,
linhas de triângulos isósceles traçadas...

Talvez agora um pequeno retiro teu,
um retiro de fim de ano, vai,
questionando tudo quanto aconteceu...

Cada verso irá ser,
depois, em cada poema,
como ele te disser... 


José Rodrigues Dias, 2017-12-29

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

A dança e o poema




A dança e o poema


O palco livre,
olho as palavras
e digo: então?

Então olham-se
sem sinal de admiração,
olham-me então...

Lá salta a primeira,
logo depois a segunda,
salta logo a terceira...

E lá dançam,
precisam no palco de outras duas
que chamam...

E a dança 
livre lá vai acontecendo,
e dançam...

E chamam para a dança,
com sinais, sons e luz, quantas irmãs
precisam naquela dança...

E é assim
que cada poema da dança do dia
acontece...


José Rodrigues Dias, 2017-12-28

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Nem chuva nem Sol nem palavra nem poema, moinha




Nem chuva nem Sol nem palavra nem poema, moinha


Tarde de nem chuva nem Sol:
da chuva uma moinha miudinha
e assomos escondidos do Sol...

Concreta de lá não vem
a palavra e o poema
por ser difuso não se vai...

O ser que não anda
por ser moinha
nem deixa de andar...


José Rodrigues Dias, 2017-12-27

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Da palavra o poema




Da palavra o poema


Do impulso a palavra
rebenta incontida
de cada onda mareada...

Nada e ninguém
a contém
no ser indomada...

Onda a onda o mar 
em movimento, em movimento
da palavra o poema...


José Rodrigues Dias, 2017-12-26
 

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

O Menino




O Menino


Sua cabeça partida,
o Menino 
no leito torcido jazia...

Maria e José o olhavam,
eu o olhava, a sua cabeça partida,
ele pequenino me olhava...

Um imprevisto,
uma queda inesperada,
cabeça partida...

Segurei-a com cuidado e ternura
e ao corpo com muito jeito e doçura a liguei
sentindo que o Espírito respirava...

Era o Espírito de Natal
que ali se sentia
que do Menino emanava...


José Rodrigues Dias, 2017-12-25

domingo, 24 de dezembro de 2017

Um Natal com Saúde, Paz e Pão




Um Natal com Saúde, Paz e Pão


Sem outras palavras, supérfluas,
a macular o tempo:
Um Natal com Saúde, Paz e Pão.



José Rodrigues Dias, 2017-12-23


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Da beleza e do número phi




Da beleza e do número phi


Volto à ideia de belo
através do número phi, phi de Phidias...
De muito lado o olho... 

No triângulo, no pentagrama, por todo o lado,
no sagrado, no profano, na proporção áurea, divina,
e cada vez em sua harmonia o sinto mais belo...

Poema, número phi,
a beleza em enigma de Mona Lisa,
segredo dentro de si... 


José Rodrigues Dias, 2017-12-21

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

O Solstício, o Menino e o Rio





O Solstício, o Menino e o Rio

 
Lá vai o nosso Rio
ora apressado ora lento,
é tempo de Sol frio...

Não sei para onde ele corre,
corre decerto para um fim,
no fim um rio em mar morre...

Então, de uma nascente o novo Rio
como o Menino de Mãe, o Homem renasce,
é num tempo de um outro Solstício...

Um ser morre,
de dentro
do Ser renasce...


José Rodrigues Dias, 2017-12-16

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

A luz e a entrada do templo



A luz e a entrada do templo


Neste entardecer
só a luz tem as palavras
para o descrever...


José Rodrigues Dias, 2017-12-20