Tu, lá no cimo da Catedral
No cimo da catedral,
No cimo da catedral,
tu,
garoto, sentado da subida em caracol chegado,
ali o cimo do
mundo,
um ramo de
árvore com uma semente,
tu, pensativo,
concentrado,
e na outra mão feito
de papel um avião,
um olho para fora,
vendo, semicerrado
o olhar, a sonhar,
outro para dentro,
sonhando,
o real e o
imaginário, perto e longe, semente e avião,
já voando…
Sonha,
o cimo é o
ponto certo de olhar longe
e voar…
Numa mão o
futuro
feito de
sementes e de sonhos, à Luz e ao Sol, germinando,
na outra pão e
fruto…
José Rodrigues Dias, 2019-07-08









