terça-feira, 19 de setembro de 2017

O Homem, o Templo e a síntese dos dias




O Homem, o Templo e a síntese dos dias


Ontem, um dia de sombras!
Hoje, um dia de luz!
O Homem, síntese dos dias...

Do negro
ao claro, mosaico a mosaico,
o Templo...


José Rodrigues Dias, 2017-09-19

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O Outono




O Outono


Nas árvores de bagas cheias, as sementes
prontas para ser futuro noutro ponto, em outro lado.
Chega o Outono e o vento para as semear...


José Rodrigues Dias, 2017-09-18

domingo, 17 de setembro de 2017

Parede, sinais do tempo




Parede, sinais do tempo 


Em arco de ogiva
a mão de mestre pedreiro
em parede antiga...

Outra mão o tapou
e depois outra uma porta e uma janela
para a rua as abriu...

Uma outra mão
a porta e a janela dentro do arco
depois as tapou...

Então, uma mão de pintor tudo abriu
na parece branca de cal, de casa quente,
em traço de ocre vivo sem nada abrir...


 José Rodrigues Dias, 2017-09-17

sábado, 16 de setembro de 2017

Catedral de Évora





Catedral de Évora


O Sol ainda a sul, o céu muito azul, entrada a poente,
mão de mestres em pedra sobre pedra, as angulares bem talhadas,
o homem, pequeno, e a Catedral de Évora, imponente!


José Rodrigues Dias, 2017-09-16

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Cassini, a última imagem e coisas da Ciência




Cassini, a última imagem e coisas da Ciência


Chegas hoje ao fim,
morres desfeita em Saturno,
tanto caminho feito...

Sinais enviados, 
imagens, interrogações, anos e anos,
e novas dúvidas...

Por onde andaste, do que tu viste, água, haverá?
E será que um dia, mesmo que lá longe, um dia..., o Homem,
com as suas mãos em concha, dessa água beberá?
 
E ar para respirar, do que viste e do que sonhaste,
e paparoca, talvez uma boa sardinhada, ou uma feijoada,
e um bom vinho a acompanhar, e um café, haverá?

E, Cassini, ao longo do teu longo caminho,
anéis de Saturno, a nova lua, eu sei lá, só tu saberás...,
encontraste alguém, alguma moeda perdida?

Alguma coisa, alguém..., e era conhecido?
Falaram, sisudos, em bits, sim e não, secamente?
Ou acenaram, sorriram, depois um abraço?

Então, então, Cassini,
tu que hoje morreste mas que no céu ficaste,
conta, conta, como foi?...


José Rodrigues Dias, 2017-09-15

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Da originalidade




Da originalidade


Tudo o que vou vendo
me diz, momento a momento,
o que vou escrevendo...

Tudo se repete
na vida, a essência, sim, mas o momento
nunca se repete...

As mesmas letras
mas outro sempre o ritmo do vento, e o cheiro,
e tudo é diferente...


José Rodrigues Dias, 2017-09-14

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Se feitos os leitos de sorrisos




Se feitos os leitos de sorrisos

 
Tranquilos correriam os rios
dentro de nós, mundo adentro, mundo afora,
se feitos os leitos de sorrisos...


 José Rodrigues Dias, 2017-09-10

terça-feira, 12 de setembro de 2017

De seiva, de sangue





De seiva, de sangue


De um braço de árvore serrado
escorrem lágrimas, densas, de seiva, de sangue,
como de um coração amputado...


José Rodrigues Dias, 2017-09-12

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Da noite dos dias



 
Da noite dos dias


Tomba-te uma bomba,
tomba ali uma torre, outra torre além já lá tomba,
até do tempo se tomba...


José Rodrigues Dias, 2017-09-11

domingo, 10 de setembro de 2017

Terra bravia

 


Terra bravia


Mesmo que a terra bravia,
por entre ervas daninhas ou na secura de pedras,
flor, se for, sempre se enfia...

Basta que se veja,
que nos olhos, e dentro de si, em si, se acredite,
basta que flor seja...


José Rodrigues Dias, 2017-09-06