sábado, 14 de julho de 2018

Magia do tempo




Magia do tempo


De uma flor amarela amadurecida
uma curgete crescida; do chão regado
a frescura sorvida até ser colhida...

Uma coisa linda,
magia entranhada do tempo, linda
de ver a crescer...


José Rodrigues Dias, 2018-07-13

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Do mar e do medo




Do mar e do medo


Sou, ouve, pelas ondas
este caminho na luz aberto
por teus sonhos liberto...

Liberto,
cada teu sonho
é tudo! 

E medo, não, o medo
não é de quem vai,
é de quem fica quedo...


José Rodrigues Dias, 2018-07-06

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Das flores e das mães




Das flores e das mães


Tu gostas de flores, porquê?
Não sabes, estas coisas a gente não sabe...
Sim, porém tua Mãe gostava!...


José Rodrigues Dias, 2018-07-11

quarta-feira, 11 de julho de 2018

De infernos a céus




De infernos a céus


Das profundezas de morte de infernos
por entre labaredas vivas ou correntes negras de água
por purgatórios até à luz morna de céus...

E tanto inferno
na terra,
e morte sem céu... 


José Rodrigues Dias, 2018-07-10

terça-feira, 10 de julho de 2018

A flor de abóbora em sua pele




A flor de abóbora em sua pele


Uma penugem mui finíssima
de um amarelo vivo
a acariciar a flor em sua pele...


José Rodrigues Dias, 2018-07-09

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Da limpidez da luz




Da limpidez da luz 


Em fundo escuro
a percepção por entre rochedos negros
da limpidez da luz... 


José Rodrigues Dias, 2018-07-08

domingo, 8 de julho de 2018

Sábia é a natureza




Sábia é a natureza 


Sábia é a natureza
no caule de uma pequena planta
abrindo-se em flor...

Fractal,
reproduzindo-se
fractal...


José Rodrigues Dias, 2018-07-03

sábado, 7 de julho de 2018

Silêncio




Silêncio


Silêncio,
em silêncio é o rumorejo
do mar...

De sereias,
é o seu tempo
de acordar...


José Rodrigues Dias, 2018-07-05

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Da pequenina flor e do mar, do José e do Francisco




Da pequenina flor e do mar, do José e do Francisco


Tu que naquela hora em que o Sol já se põe
gostas de ver o mar, ele perto, eu sei, ele tão grande!,
vem ver-me a mim, José, quando o Sol nasce...

E verás como eu aqui,  flor pequenina,
talvez ainda com sinais de orvalho matinais,
sou em frescura como se doce menina...

Vê, José, sou esta flor 
com estes raios rosados saídos do centro de mim
irradiando paz e amor...

E não penses que estou 
forçando a rima que eu sou mesmo uma flor
cheirando a paz, a amor...

E tu, José, que olhas as coisas,
como poderias até ver o mar quando o Sol se deita
se ele um dia não se levantasse?

Sabes, meu amigo,
rematando esta coisa sem importância, simples,
somos um ser uno...

Laudato si',
diria
o Francisco!


José Rodrigues Dias, 2018-07-06

quinta-feira, 5 de julho de 2018

O poema do mar




O poema do mar


Sem um poema meu em palavras vindo,
ponho-me a olhar, a ouvir, creio até que a sonhar,
o poema do mar em ondas vindo e indo...

Poeta enorme,
daqui em silêncio o ouvindo,
que é este mar!

Como ele aprendeu
não sei, talvez fosse com o tempo,
aprendera assim eu... 


José Rodrigues Dias, 2018-07-05