terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Inverno sem chuva, a luz pura

 



Hoje, com lembranças de menino, em Talhas, a minha aldeia, a propósito deste Inverno sem chuva, a luz primaveril, um poema escrito em 2017, em tercetos simétricos, em livro do mesmo ano. A foto é destes dias, com flores de pessegueiro, pela minha mão plantado.


Jrd, 2022-01-25


segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

domingo, 23 de janeiro de 2022

sábado, 22 de janeiro de 2022

Palavras em tempo de eleições

 



A propósito de eleições, escrito há precisamente 6 anos, em livro de 2018.


Jrd, 2022-01-22


* * * 


Palavras em tempo de eleições

 

  

Olha-se uma palavra ao espelho

 

(semente quase sempre de boa gente,

ilustre,

mui ilustre e antiga,

ainda que por leve manto

se cubra)

 

e, virando-se, peito cheio,

alto, diz

 

(a sala cheia de palavras

a seu mando

convocadas pela cidade),

 

alto, repito,

diz:

 

Eis, minhas e meus!,

eu sou a palavra certa,

essa que se procura,


eu sou a cura

de todos os desacordos

de ortografia,


vigiarei cada letra,

cada palavra,

cada norma da lei!


Eu serei a cura

na cidade

quase obscura!

 

Serei essa cura

que se procura!

 

 Eu serei como a luz,

farol vigilante, encaminhante,

que na dúvida reluz!


Eu sou!

 

Disse.

 

2016-01-22


in José Rodrigues Dias, Da semente, 254 pp, 2018.


sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Da luz de cada fotografia

 



Da luz de cada fotografia

 

 

Cada fotografia,

uma página  aberta do  livro da vida

que em nós se inscreve pela tardinha

como melodia...

 

Livro de autor

que sendo de todos

é de cada leitor...

 

Livro lido de mil, mil e uma..., maneiras

a mando de um coração, dúbia a razão,

dum momento, calor da luz em difusão,

e um olhar leve ou pesado das canseiras...

 

E tu sabes, aberta ao acaso cada página

ou, então, no contexto, na certa posição

lembrando ali ou não uma outra página...

 

Talvez ali esteja um menino

olhando longe o mar da vida, grande,

ali já sonhando, e pequenino...

 

Talvez ali tu, ainda menino,

sem ter o mar (o mar, tão longe, o que seria?...),

ou talvez tu, aí, pequenino,

 

a sondar, perscrutando, o mundo,

o relegere, o religare,

tudo ali simples mas tão profundo...

 

Eis a força de um  braço na partida

ou o Sol a pôr-se na jangada

regressando cada Ulisses

de longa e concreta jornada,

por cada Penélope uma teia urdida...

 

Da luz de cada fotografia

uma página de uma viagem

que como teia se escrevia...

 

2016-01-21


* * * 


Um de diversos poemas escritos no dia 21 de Janeiro, este de 2016, em livro do mesmo ano. A foto é de inícios de 2022.


Jrd, 2022-01-21


quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Este silêncio que se desprende

 



Um de vários poemas escritos no dia 20 de Janeiro, este em 2015, incluído em livro do mesmo ano, com um foto da semana passada, em Évora.


Jrd, 2022-01-22


quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Do sorriso

 



Hoje, no dia em que Eugénio de Andrade faria 99 anos, um poema de 2013, em livro de 2016, com uma foto desta tarde, o dia sorrindo com flores de pessegueiro.


Jrd, 2022-01-19


terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Bits e bytes

 



Um dos vários poemas escritos no dia 18 de Janeiro, este em 2014, em livro de 2020. A foto é de hoje.


Jrd, 2022-01-18


segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Terra-mãe de Torga

 



Escrito em 2018, no dia da morte de Miguel Torga (1995-01-17). No céu, esta noite, cheia, a Lua.


Jrd, 2022-01-17


domingo, 16 de janeiro de 2022